Novo endereço

Olá!

Gente, decidi transferir o conteúdo deste blog para outro endereço, que não faça referência direta ao meu nome, mas sim ao conteúdo do site. Agora você confere meus textos no blog > Atelier das Palavras . O que acharam do nome? Fiquei dias escolhendo, todos que eu pensava não estavam disponíveis. Mas acho que ficou bom, traduz bem a ideia do blog de colecionar palavras na forma de textos, crônicas, poesias, enfim, palavrear.

Espero e conto com a visita de vocês lá!

Beijo grande,

Renata Stuart

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Página em branco

Ouvi em algum lugar que um novo ano é como uma página em branco. Uma página pronta para ser escrita. Um aglomerado de linhas à espera de nossa singela atitude de pegar o lápis e começar a escrever, mesmo que inconscientemente, mais um capítulo de nossa vida…

Embora seja impossível voltar a página anterior e mudar o que já foi rabiscado, essa nova página que se abre é uma chance de escrever melhor, com mais sabedoria, gastando menos lápis, menos esforço, evitando o uso do corretivo, que, afinal, nada mais é que uma tentativa inútil de apagar o que não tem volta.

Um novo ano é a chance que temos de converter os erros do passado em um rascunho para escrever o novo ano que se anuncia, de usar as conquistas e as alegrias acumuladas para recarregar a tinta da caneta e de fazer dos tropeços e das dificuldades um apontador para as pontas que irão se quebrar no caminho da escrita…

Que saibamos aproveitar o ano que se passou como aprendizado para esse novo ano que se faz presente.

Que em 2012 você escreva lindas páginas!
Feliz ano novo!

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Tudo ainda está aqui.

O mundo ainda existe. Eu achei que ele ia desabar quando você deixou de fazer parte dele, mas, por incrível que pareça, ele ainda sobrevive. O céu também. Mais cinzento aos meus olhos, mas ainda está lá quando olho pra cima. Nossa casa ainda está aqui, no mesmo endereço, do mesmo jeito. A aparência interna está um pouco diferente, fizemos algumas reformas, (inclusive agora tem o portão eletrônico que você tanto queria… lembra como era ruim ter de sair do carro para abrir? Rs) mas não nos mudamos. Apesar de todos os cantos terem uma lembrança sua, eu prefiro isso a ter que me mudar para uma casa onde você não esteve, não pisou, não dividiu momentos comigo. Suas roupas, nem todas estão mais aqui. Demos algumas para familiares, amigos ou para necessitados. Mas ainda temos algumas, aquelas que você gostava mais, por exemplo. Sou mórbida mesmo, aquele seu blusão roxo eu guardo comigo, lembro até da última vez que você o usou e nunca o lavamos. Enfim, seu quarto ainda está aqui, bom, na verdade não mais com suas coisas, doía muito ir ao banheiro de madrugada, passar pela sua porta e me dar conta de que você não dormia mais na sua cama, intacta, arrumadinha demais. Mas ele ainda está aqui, sempre será seu quartinho. As pessoas ainda estão ai, algumas se foram depois de você, como a nossa bisavó e nossa avó, mas a maioria está aí, levando suas vidas em frente, trabalhando, estudando, batalhando. Aliás, não temos escolhas, temos? A vida não nos dá a opção de parar, ela exige movimento. Confesso que, para a maioria das pessoas, tudo permanece exatamente do mesmo jeito, a vida delas está, digamos, normal, plena. Não que elas não te amem como nós, era impossível não amar você, mas a dor não deixou cicatrizes nelas como deixou em nós, aqui de casa. Esse buraco só é aberto no peito de quem esteve a vida inteira ao seu lado e jurava que duraria para sempre. Os restaurantes que você gosta, os filmes, os jogos, os brinquedos, seus amigos, tudo está aqui ainda. Seus amigos estão crescendo e eu perdi a referência, o parâmetro para saber a idade deles. Me assustei quando soube que o baile de formatura, que também seria o seu, aconteceu. Me toquei que hoje você já seria um homem e não mais aquele garoto que sempre vou ter em mente. Tudo está, aparentemente, normal. Até as luzes de natal estão aí, firme e forte pela cidade. As coisas que nos deixavam felizes ainda existem, mas perderam aquele sabor, sabe? Aquela sensação de vida leve, tranqüila, divertida… quando tudo o que te falta são apenas coisas e não pessoas, não você. Enfim, como eu venho dizendo, quase tudo ainda está aqui. Eu, afinal, percebi que as coisas não se desmoronam quando a gente pensa que vão desmoronar, não acabam quando a gente quer que acabem, elas perdem o sentido que tinham, claro, mas resistem a essas tempestades da vida. A força que acreditamos que não temos (e não temos mesmo) surge de algum lugar, como se a única opção fosse segurá-la e, então, a gente se segura nela e vai, meio que por impulso. Talvez fingindo que você está apenas fazendo uma viagem ou algo do tipo. Só que, às vezes, essa mesma força sai de cena, nos fazendo desativar o piloto automático e se entregar a fraqueza. Mas, depois de um tempo, ela resolve voltar para novamente nos dar a bengala que sustenta a caminhada. Eu também estou aqui, embora uma parte tenha ido com você. Embora sem aquela ‘eu’ inocente, sonhadora e cheia de manias infantis que só você entendia. A ‘eu’ de hoje é mais realista, pé no chão e insegura com relação à vida, vida que se mostrou muito frágil com a sua partida repentina. Mas essa EU, que ainda está aqui, é a mesma irmã, fã, admiradora, puxa-saco, que nutre e sempre vai nutrir um amor imensurável por você. Há momentos que eu sinto que minha vida é um quebra-cabeça que nunca será completado. Mesmo que tudo daqui em diante dê certo, mesmo que eu consiga encaixar todas as peças, ele nunca será finalizado, sempre vai faltar a sua peça. A sua presença. Vai faltar você. E essa falta não vai passar, eu sei, só mudar. Como diz a sábia Martha Medeiros, o tempo não cura nada, só tira o incurável do centro das atenções….

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O medo da mudança

Mudança. Essa palavra nem sempre nos agrada muito, talvez seja porque toda mudança pressupõe perdas. Seja os amigos ou vizinhos que você perde quando muda de endereço, ou quando muda de emprego. Por mais que a mudança traga coisas boas e novas experiências, ela sempre significará perder outras. É inevitável.

Temos a tendência em buscar estabilidade, calmaria. A mudança sempre gera uma sensação de insegurança, porque tudo que é novo é desconhecido. Já pensou em quantos relacionamentos são mantidos (“empurrados”) pelo simples medo da mudança? E se eu me arrepender? E se eu não encontrar alguém melhor? E se? E se? No entanto, muitas perguntas só são respondidas com a temida mudança. Sem ela, tudo se torna mera especulação. Só arriscando se sabe as conseqüências de nossos atos.

Vivemos na esperança de que as coisas mudem para melhor, sendo que, muitas vezes, o único modo de as coisas realmente mudarem é se nós mudarmos primeiro. Há pessoas que têm a pretensão de mudar o mundo, mas não buscam mudar a si mesmo, mudar para melhor. Simplesmente dizem de forma autoritária “Sou assim. Não há o que fazer. Vou morrer assim” e impõem “Me aceite como sou”. Ok. As pessoas não são iguais (ainda bem!), e temos que enxergar seus defeitos apenas como características diferentes, do contrário sempre seremos decepcionados. Mas por que temos que aceitar tudo do jeito que é? Por que não tentar mudar? Mudar é preciso.

O tempo nos muda, nos amadurece, nos mostra tantas coisas que antes eram embaçadas ou ofuscadas. Um amigo (acho que posso chamá-lo assim) escreveu certo dia: “Antes tarde do que mais tarde. Se não começou a reforma na sua vida, não deixe para amanhã. É agora, é a partir desse minuto. As mudanças não são instantâneas, mas a iniciativa tem de ser imediata”.

E é isso que venho compartilhar aqui. Não tenha medo da reforma. Se reinvente. Inove. Ouse. Recomece. Deixe as mudanças falarem… A vida precisa delas. Seja no modo de agir, nas novas oportunidades que a vida te oferece, na visão de mundo, experimente mudar! Pequenas iniciativas podem te levar a grandes mudanças. E se a mudança mostrar que quer se impor, não fuja dela. O que parece ruim hoje, pode ser responsável por algo maravilhoso amanhã. E mesmo que você se arrependa, permita-se errar. A vida tem disso. Se você não arriscar, não saberá nunca.

Estabilidade é bom, claro. Mas não querer correr riscos nunca, pode significar comodismo, estagnação. Como disse esse meu sábio amigo, “o próprio medo da reforma pode significar a necessidade dela”.
Sendo assim, quem busca o melhor, tem que se sujeitar aos riscos e fazer as escolhas, mesmo que elas signifiquem perdas. Afinal, ninguém pode ter tudo na vida, né? Quem fica preso no passado ou no presente, com medo de mudar, acaba perdendo o futuro.

Por isso, meu conselho é: Ouse mudar! Não tenha medo de errar ao fazer suas escolhas. Aliás, se quer mais um conselho, busque Deus para te auxiliar nelas, só ele nos mostra o que é melhor para nós.

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5)

Pequenas coisas, feitas aos poucos, podem significar grandes mudanças. Segue um vídeo que mostra algumas dessas mudanças que fazem a diferença.
É uma propaganda da Fiat comemorando seus 25 anos.

Bom feriado!

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Vida imperfeita

Sua vida não é tão perfeita como você gostaria que fosse ou quanto você tenta aparentar que seja. Seus dias não são repletos de sorrisos, seus sonhos nem sempre se tornarão realidade. Seu cabelo não é do jeito que você gostaria e sua altura e peso também não. Haverá dias vazios, em que a tristeza vem até mesmo sem motivo aparente, e embora a alegria chegue no dia seguinte, esses dias tristes sempre voltam…

Seu namoro não é o conto de fadas que você sonhou que seria quando era adolescente, aliás, conto de fadas não existem. Seu salário não é grandes coisas e, mesmo que você ame o que faz, tem dias que levantar é uma tortura. Você não tem aquela roupa bacana que viu na vitrine, nem aquele carro do ano.

Você também não dorme a quantidade de horas que gostaria. Tem dias que o mau humor toma conta e você só sabe resmungar. A paciência se esgota e se converte em atos de antipatia ou até socos no computador lento. O estresse no trânsito se mantém durante o resto do dia.

Então, quando você deixa de olhar apenas para si mesmo e consegue enxergar o que existe ao redor, você vê o morador de rua mexendo no lixo e tomando o restinho de iogurte que resta no pote, vê o paraplégico pegando o ônibus para trabalhar sozinho e sorridente. Vê a criança descalça vendendo balas, e vê um aviso de pessoas que estão precisando de um transplante ou doação de sangue … suas vidas se resumem simplesmente em lutar para sobreviver.

E você volta a olhar para si mesma. Envergonhada e se sentindo uma tremenda egoísta, se preocupando com sua gordurinha extra, reclamando do download lento, da sua noite mal dormida, do seu guarda-roupa desatualizado ou da sua conta bancária.

Nesse momento, nossas reclamações se tornam pó e a gente começa a ver tudo de bom e todas as bênçãos presentes em nossas vidas. Que não são poucas. A pele corada e a saúde forte, a família, os pais amáveis e trabalhadores, os movimentos de todos os membros, a cama quente, a geladeira farta, a visão e todos os outros sentidos, a sabedoria e a oportunidade de poder adquirir mais e mais conhecimento. A oportunidade de respirar ar livre, e não estar preso em quatro paredes numa cama de hospital.

Temos tudo e não sabemos. Ou sabemos, mas esquecemos. Ou não sabemos mesmo, até perder uma dessas coisas.
Desejo que Deus me torne uma pessoa melhor a cada dia, para que eu tenha consciência e dê valor a tudo que tenho.

Se você não tiver tempo para ir a igreja ou para conversar com Deus antes de dormir, ou se não acreditar que orações funcionem, diga apenas uma palavra: “OBRIGADA”.

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Afinal, o que é confiança ?

O dicionário Aurélio define confiança como 1.Segurança íntima de procedimento 2. Crédito, fé. 3.Boa fama.

Para mim, confiança nada mais é que ausência de medo. Quando há confiança, não há medo de arriscar, de errar, de se machucar. É simplesmente se entregar, sem sofrer por antecipação pelas consequências, pois a confiança não nos deixa ver o que pode dar errado. Confiança é também otimismo.

É doar-se a alguém sem medo de estar sendo enganado. Confiança é certeza. Certeza de que sua melhor amiga não te difama quando você lhe dá as costas e certeza de que ela irá te defender se alguém o fizer.
Confiança é ousadia. Só os ousados não temem o erro. E quando o erro acontece, confiança é esperança. Só quem tem fé continua e persiste até obter êxito.

Nos relacionamentos, confiança é reciprocidade, é mutualidade. Se não for uma via de mão dupla, ela não existe. Confiança é respeito, é amor, e, sobretudo, fidelidade. Mas a confiança brota de dentro, logo, quem não confia em si próprio, tampouco confiará no outro.

Entretanto, infelizmente, nos últimos tempos, o excesso de confiança no outro tornou-se sinônimo de ingenuidade! Ora, mas quem disse somos espertos? Diversas vezes insistimos em confiar, confiar …até que o pouco de confiança que nos resta, começa a se dissolver nas mentiras, nas decepções e nas surpresas desagradáveis da vida.

Sim, os laços estão frouxos, os cadeados não travam com a mesma força e os interesses estão falando mais alto que os sentimentos. O mundo é dos espertos, é o que ouvimos. Desconfie, tenha sempre aquele pezinho atrás.
Ok, tenho que concluir que, sim, temos que seguir esses dolorosos conselhos. Mas também não sejamos radicais.
Não exclua toda e qualquer chance de confiar em alguém. Modere sua confiança nos outros, sim, vá com calma, o mundo está mesmo louco e não se sabe para onde foram os critérios de bom caráter.

Mas, não se esqueça: confie [SEM MODERAÇÃO] em si mesmo!
Tenho certeza que você não irá se decepcionar!

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Uma nova forma de vivenciar a leitura

Já pensou em ouvir a tão famosa música de mistério enquanto lê uma parte de suspense no livro? Ou escutar a música que o personagem principal da história ouve enquanto você caminha os olhos pelas linhas do texto? É o que propõe a Booktrack, empresa fundada pelo criador do PayPal e membro do conselho do Facebook, Peter Thiel.

O aplicativo, que oferece o recurso musical, já está disponível na loja da Apple (App Store), para iPad e iPhone, e integra os e-books a diversos efeitos de áudio, como narrações, músicas e sons ambiente que acrescentam mais emoção e realidade a narrativa.

A proposta da empresa é atrair o público jovem para a literatura, através da interação e do divertimento trazidos pelo aplicativo. O mais interessante é que a velocidade da trilha é ajustada de acordo com o ritmo em que o leitor passa as páginas.

Entre os títulos já disponíveis na Apple Store estão, The Adventures of Sherlock Holmes – The Adventure of the Speckled Band e de Arthur Conan Doyle.

Segundo a companhia, o áudio tem qualidade de cinema e possibilita uma experiência jamais oferecida antes nos e-books. Embora alguns críticos afirmem que a música gere distração ao leitor, o fato é que estamos presenciando a criação de uma nova forma de mídia, uma nova maneira de vivenciar a leitura.

Em breve, a Booktrack estará disponível para o Galaxy Tab da Samsung.

Confira abaixo um vídeo sobre o aplicativo:

Matéria publicada no FUNtástico

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